Colaboradores muito próximos do presidente calculam em 70% as chances de o Ministério do Desenvolvimento Social ou das Políticas Sociais sair agora. Debitam os 30% de obstáculos apenas a eventuais problemas de última hora, como dificuldades para acomodação dos amigos. Com o provável fim do Ministério da Assistência e Promoção Social, Benedita da Silva ficará sem pasta. Dirigentes do PT tentarão convencê-la a disputar a eleição para vereadora no Rio e puxar votos para a bancada petista.
Na remodelação social, Benedita é a que mais preocupa o presidente porque ele não conseguiu, até agora, um lugar de destaque para abrigá-la. Mas também não fará nada sem consultar Graziano, que retornou a Brasília somente na última sexta-feira. De qualquer forma, acha que com o ''companheiro'' o jogo é mais fácil, até porque seu ministério é ''extraordinário'' e sempre se poderá argumentar que já cumpriu a função. Mais: o Fome Zero é a menina dos olhos de Lula e assim continuará, independentemente de um gabinete só para ele na Esplanada.
Na outra ponta, é possível que a secretaria-executiva do Bolsa-Família, capitaneada pela socióloga Ana Fonseca, saia da estrutura da Presidência e passe para o novo ministério. Se depender da equipe de Ana, tudo ficará como está. Motivo: todos ali têm medo de cair na rede da burocracia e acabar mergulhando na máquina emperrada.
Na sexta-feira, questionado sobre a fusão dos ministérios, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, confirmou os estudos a respeito do tema. ''A Câmara de Política Social fez um trabalho e apresentou ao presidente Lula, para além da unificação dos programas sociais no Bolsa-Família'', contou Dirceu. ''Foram apresentadas as diferentes alternativas sobre esse assunto e caberá a ele tomar uma decisão.''

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