Acomodação
O deputado federal reeleito Max Rosenmann (PMDB) está cotado para assumir uma secretaria de Estado no governo Roberto Requião (PMDB). O deslocamento de Rosenmann facilitaria a acomodação do ex-prefeito de Londrina Luiz Eduardo Cheida (PMDB), que, como suplente, assumiria cadeira na Câmara dos Deputados em Brasília. Há, entretanto, entraves. O nome de Rosenmann enfrenta a resistência de alguns setores do PMDB. Principalmente os que consideraram um absurdo, em 1995, ele ter deixado o PMDB para concorrer à Prefeitura de Curitiba, e, logo depois de ter sido derrotado por Cassio Taniguchi (PFL), ter retornado ao PMDB.
Invertida
O ex-secretário da Agricultura Antonio Leonel Poloni não conseguiu ainda uma boquinha a contento no governo Requião. Aliado do governador Jaime Lerner (PFL) até dias atrás, Poloni achou que o apoio de última hora a Requião, no segundo turno das eleições, o credenciaria para assumir uma pasta. Ledo engado. Em troca do seu apoio, foi oferecida uma vaga no segundo escalão.
Queda de braço
A semana promete ser agitada na Assembléia Legislativa. As discussões em torno do orçamento do Paraná para o ano que vem devem dominar a pauta dos deputados, que estão divididos entre solicitações feitas pelo atual e futuro governo. Requião quer mexer em rubricas envolvendo pelos menos R$ 45 milhões para garantir o cumprimento de promessas feitas durante a campanha. Já Lerner, quer remanejar R$ 95 milhões para cobrir obras no Interior.
Dilema
Para os deputados reeleitos e para aqueles que buscam cargos no futuro governo, vai ser um dilema na hora de decidir quem terá o apoio: Lerner ou Requião? Levando-se em conta a tradição de subserviência de nossos políticos, muitos, inclusive governistas de carteirinha, devem emprestar apoio ao governador eleito. Afinal, Lerner está em final de mandato.
Presságio
Levando-se em conta a tradição dos vices que já governaram o Paraná, é de ficar com um pé atrás com o excelente relacionamento entre Requião e seu vice eleito, o deputado Orlando Pessuti (PMDB). Há quem aposte, no entanto, que, com o passar dos anos, Pessuti pode mudar. Tem potencial para ser tão complexo quanto Emília Belinati (PFL), Mário Pereira (PMDB) e Ari Queiróz (PSDB), juntos.
Repeteco
Se Pessuti assumir os Transportes em vez da Agricultura, será o segundo vice de Requião a ocupar a secretaria. O primeiro foi Mário Pereira que, até abril de 1994, quando assumiu o governo como titular, acumulou a vice com Transportes.
Quebra-gelo
O reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Carlos Augusto Moreira Júnior, esteve nesta semana em Brasília onde se reuniu com representantes do Ministério da Educação e da equipe de transição do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Moreira aproveitou para cobrar o repasse de R$ 7 milhões que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) deve para a UFPR que, por sua vez, tem R$ 6 milhões em dívidas com fornecedores. O reitor disse ainda que a equipe do novo governo gostou da idéia do Provar, que permite a ocupação das vagas ociosas da universidade.
Perfil
Pela primeira vez, a UFPR fez um levantamento dos inscritos no vestibular por cor ou raça. A grande maioria dos vestibulandos, 45.417, é de cor branca. O concurso terá 3.480 pardos, 2.028 amarelos e 1.145 negros, além de 254 candidatos indígenas. De acordo com Moreira Júnior, a pesquisa foi feita para que haja subsídios para as discussões sobre o estabelecimento de cotas de vagas para negros e indígenas.
Debate
O departamento jurídico da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Paraná (Faciap) promove discute amanhã, em Curitiba, as mudanças decorrentes do novo Código Civil Brasileiro e a regulamentação do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). O evento será realizado na sede da Associação Comercial do Paraná (ACP), das 9h30 às 17 horas.
Repique
A Petrobras achou injusta a nota do Informe, de anteontem, dizendo que a participação da estatal na Festa do Pêssego, no município de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, neste ano, faz parte de uma política de boa vizinhança, uma espécie de compensação às pesadas críticas que recebe dos ecologistas. A estatal esclarece que a sua colaboração à festa não é de agora, vem há 10 anos. Bem menos recente que o Projeto Rio Limpo, implementado pela estatal depois do megavazamento de óleo em 2000.
Perguntinha
Desta vez Emília Belinati comparece na solenidade de posse no Palácio Iguaçu?
Leandro Donatti e sucursais
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