Caracas - As Farc aumentarão as ações violentas contra alvos militares e policiais, afirmou o comandante Rodolfo González, membro do Estado Maior da guerrilha colombiana, em uma entrevista publicada ontem pelo jornal El Universal.
Rodolfo González, o comandante Raúl, descreveu o candidato colombiano Alvaro Uribe como ‘‘fascista’’ e ‘‘expressão política do paramilitarismo’’, mas disse que no momento ele não é considerado um alvo militar.
Sobre Ingrid Betancourt, candidata à presidência sequestrada no dia 23 de fevereiro pelas Farc, o comandante disse que ela é uma das pessoas a serem ‘‘trocadas’’ por guerrilheiros presos.
O comandante Raúl disse ainda que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) não atacam o povo mas, sim, alvos militares e policiais, os quais vão aumentar.
‘‘Existem fases na guerra nas quais é preciso atuar com atos de sabotagem’’, disse, ao explicar as razões pelas quais a população civil colombiana tem sido a mais afetada pela escalada de violência iniciada pelas Farc depois da ruptura de seu diálogo com o governo no dia 20 de janeiro.
O chefe da guerrilha negou que as Farc executem atos de terrorismo e garantiu que a organização está mais vinculada ao povo no momento.

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