Ações valeriam R$ 1 após 20 anos, diz Hubert
Curitiba - O ex-presidente da Copel Ingo Hübert afirmou ontem, durante a reunião da Comissão de Fiscalização da Assembléia Legislativa, que a compra das ações da empresa El Paso na Usina Elétrica a Gás de Araucária (UEGA) é um absurdo, já que o contrato previa que a Copel assumisse o controle na usina de forma natural, a um preço simbólico de R$ 1,00, após 20 anos de uso.
O assessor jurídico da El Paso, José Henrique Lutz, informou no entanto que o contrato foi suspenso em 2003. E que por isso não é possível ainda analisar a legalidade em torno da questão apontada pelo ex-presidente da Copel. Lutz apenas acompanhava ontem na Assembléia Legislativa o diretor técnico da El Paso, Celso Pereira da Silva, mas foi convocado durante a reunião da comissão para também prestar depoimento.
Outra crítica do ex-presidente feita ao governo do Estado era de que a Copel teria um lucro de R$ 400 milhões por ano, o suficiente para destinar R$ 25 milhões por mês à El Paso. De qualquer jeito, antes do governador Roberto Requião assumir, já estávamos na mesa de negociação junto com a El Paso para rever o preço da mensalidade. O contrato foi rompido sem necessidade, disse.
Na próxima terça-feira, estão previstos os depoimentos de um representante do Ministério Público do Paraná e do procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda. Já foram ouvidos pela comissão o atual presidente da Copel, Rubens Ghilardi, o presidente da Companhia Paranaense de Gás (Compagas), Luiz Carlos Meinert, e o diretor financeiro da Compagas, Adalberto Bastos.
Leia mais sobre os debates de ontem na Assembléia Legislativa sobre a compra da UEGA pela Copel na página 4. (C.S.)





