Nove ações civis públicas por improbidade administrativa, ajuizadas ontem, pedem o ressarcimento de R$ 753,5 mil aos cofres da Prefeitura de Londrina. Conforme as ações, de autoria da força-tarefa do Ministério Público (MP), os recursos teriam sido desviados da extinta Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (Cormurb, hoje CMTU), entre 1998 e 1999, durante a administração do ex-prefeito Antonio Belinati (PP). Outra ação, também ajuizada ontem, pede o ressarcimento de R$ 135,7 mil, por mais uma irregularidade na Comurb que teria ocorrido em 1998 (leia ao lado).
São citados nas ações, entre diretores, funcionários da companhia e empresários Kakunen Kyosen, Eduardo Alonso, Lúcia Brandão, Miguel Estevão Petriv, Mary Mieko Nakagawa, Ivo Marcos de Oliveira Tauil, João Batista de Almeida, Rosélio da Silveira, Carlos Roberto Flávio, Valdir Denardine de Castro, João Gilberto Santos Filho, Adriano Ferreira, Emílio Boçon, Ana Paula Santos, Ivano Abdo, Heitor Requião Neto, Newton Edmundo Requião, Fábio Costa Brito, João Achilles Grenier Gluck, Construtora Colméia Ltda., Tucuman Engenharia e Empreendimentos Ltda., Iasin Sinalização Ltda., Ivano Abdo Construções e Incorporações Ltda., Cobre Construções Civis Ltda., e Exímia Sinalizações e Isolamento Térmico. Os valores das licitações variam entre R$ 16,9 mil e R$ 182,7 mil.
Conforme o MP relata nas ações, a equipe da Comurb, citada nas ações, utilizava-se de licitações fraudulentas para conferir aparência de legalidade à contratação direta da empresa Iasin Sinalizações. Segundo as ações, as fraudes eram feitas com o aval de empresas que cediam seus nomes para as licitações. O MP pede a devolução dos recursos aos município, com juros e correção monetária. As ações também pedem a indisponibilidade de bens dos citados.
O proprietário da Cobre Construções Civis, Heitor Requião Neto, negou que tenha participado de qualquer irregularidade na Comurb. ''Eu só participei da licitação e não ganhei. Nunca ouvi falar (das fraudes em benefício da Iasin)'', afirmou. ''(As acusações) são absurdas. Nenhum promotor tem uma prova sequer contra a minha empresa, nada que prove que eu recebi ou fiz qualquer coisa para qualquer outra empresa. Eu simplesmente participei da licitação e, só porque você participou, não significa que fez alguma coisa errada'', argumentou. Newton Requião é pai de Heitor, e segundo o empresário, era o responsável por algumas obras.
Ivo Marcos de Oliveira Tauil e Rosélio da Silveira, disseram que somente deverão falar sobre as ações após a notificação oficial. A reportagem tentou localizar os demais citados e seus advogados ontem, no início da noite, mas eles não foram localizados.

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