Ações do passado podem definir preferências
Curitiba Segundo o doutorando em Ciências Políticas, Emerson Cervi, existem dois tipos de voto: o retrospectivo e o propositivo. Quando o eleitor define seu voto avaliando quem já fez o melhor pela população, prevalece o voto retrospectivo. Já quando o eleitor foca seu interesse no questionamento sobre o que cada candidato poderá fazer pela população, então seu voto será propositivo.
No primeiro turno das eleições paranaenses prevaleceu o voto retrospectivo. Por isso o cientista considera que o candidato que melhor reconstruir a imagem do seu primeiro mandato terá mais chances de vencer. Essa tendência também reduz a importância da apresentação de propostas por parte dos candidatos.
Para o analista Bruno Lopes foi o fato de serem ex-governadores que garantiu a Alvaro e Requião suas vagas no segundo turno. ''Pela campanha que fizeram, se eles não tivessem um passado a mostrar teriam amargado um resultado bem diferente no dia 6 de outubro'', sustenta.
Lopes salienta que mostrar o passado, no entanto, não significa fazer exaustivas comparações entre as qualificações dos dois candidatos. ''O presidenciável José Serra fez isso nas duas últimas semanas de campanha e não ganhou muita coisa com essa estratégia'', lembra o analista. Além disso, ele salienta que passado não é tudo. ''O eleitor quer mais. Quer também propostas durante a campanha.''





