Ações de redução da pobreza podem ser copiadas
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de setembro de 2011
Carolina Pimentel<br>Agência Brasil 
Brasília - A estratégia brasileira para reduzir a pobreza despertou o interesse de outros países que querem saber qual a receita usada por aqui. Segundo o diretor do Grupo de Redução da Pobreza do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Selim Jahan, nações como Índia, Turquia e Botsuana estão de olho nas ações brasileiras, entre elas, o Bolsa Família.
Para o diretor, o ponto positivo do programa é a exigência de que as famílias pobres assumam compromissos em troca de receber a transferência de renda, como vacinar os filhos, matriculá-los em uma escola e, no caso das grávidas, fazer o pré-natal.
O benefício está aí. Não estamos falando apenas de transferência de dinheiro, mas de dar educação e outros benefícios, disse Jahan, que trabalha na sede do Pnud, nos Estados Unidos, e veio ao Brasil para participar de reuniões no Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), uma parceria do Pnud com o governo brasileiro.
Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado em julho, aponta que 18 milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema e 39,5 milhões entraram na classe C nos últimos dez anos. Mas o Censo de 2010 mostrou que 16,2 milhões de pessoas ainda estão em situação de miséria, foco do plano Brasil sem Miséria, lançado pela presidenta Dilma Rousseff, no início de julho.


