Brasília - A estratégia brasileira para reduzir a pobreza despertou o interesse de outros países que querem saber qual a receita usada por aqui. Segundo o diretor do Grupo de Redução da Pobreza do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Selim Jahan, nações como Índia, Turquia e Botsuana estão de olho nas ações brasileiras, entre elas, o Bolsa Família.
  Para o diretor, o ponto positivo do programa é a exigência de que as famílias pobres assumam compromissos em troca de receber a transferência de renda, como vacinar os filhos, matriculá-los em uma escola e, no caso das grávidas, fazer o pré-natal.
  ‘‘O benefício está aí. Não estamos falando apenas de transferência de dinheiro, mas de dar educação e outros benefícios’’, disse Jahan, que trabalha na sede do Pnud, nos Estados Unidos, e veio ao Brasil para participar de reuniões no Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), uma parceria do Pnud com o governo brasileiro.
  Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado em julho, aponta que 18 milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema e 39,5 milhões entraram na classe C nos últimos dez anos. Mas o Censo de 2010 mostrou que 16,2 milhões de pessoas ainda estão em situação de miséria, foco do plano Brasil sem Miséria, lançado pela presidenta Dilma Rousseff, no início de julho.

mockup