Ações contra Cassio estão paradas no TJ
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sábado, 09 de março de 2002
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná ainda não se manifestou sobre nenhuma das sete denúncias-crime formuladas pelo Ministério Público (MP) contra o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL). A ação mais antiga, de novembro de 2000, acusa o prefeito de fraudar a Lei das Licitações para contratar a cooperativa de trabalhadores Cosmo e está parada no TJ desde junho do ano passado.
Na ação, a prefeitura e a Fundação de Ação Social (FAS) são acusadas de repassar um total de R$ 3,116 milhões entre outubro de 1997 e julho de 2000 para que a Cosmo contratasse mão-de-obra para realizar serviços gerais. Pela Lei das Licitações, deveria ter sido realizada uma tomada de preços com outras empresas antes de contratar a cooperativa. A FAS é presidida pela mulher da Cassio, Marina Klamas Taniguchi.
Além do caso Cosmo, outras três denúncias contra o prefeito envolvem licitações. A mais recente refere-se ao programa de saúde bucal Cárie Zero. A prefeitura de Curitiba é acusada pelo MP de favorecer o dentista Mário Capriglione, que foi contratado para coordenar o programa após ter trabalhado na campanha de Cassio à reeleição na prefeitura, no ano retrasado. A denúncia foi encaminhada ao TJ no dia 28 de janeiro.
O prefeito também é acusado de ferir a legislação sobre licitações em dois outros casos. Um deles por ter prorrogado a contratação da empresa Esteio Engenharia, que prestou consultoria na fase preliminar das obras do Linhão do Emprego. O outro refere-se à contratação de publicidade em jornais paranaenses sem realizar licitação. Segundo a denúncia, a despesa com publicidade teria sido registrada como se fosse para a manutenção do ensino fundamental, mas o anúncio referia-se à realização de obras sociais em Curitiba.
Caso o TJ acate algumas das denúncias e condene o prefeito, a pena em cada caso pode chegar a cinco anos de detenção, além do pagamento de uma multa a ser estipulada pelo juiz.
O procurador-geral do município, Luiz Carlos Caldas, disse por meio de sua assessoria, que não iria se pronunciar sobre as denúncias feitas pelo Ministério Público contra Cassio. O prefeito de Curitiba também não fala sobre o assunto.


