ACM volta a defender fim de órgãos do Judiciário
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 1999
Agência Folha 
O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), voltou a defender ontem a extinção de órgãos do Poder Judiciário que não estão ajudando o país na medida em que são desnecessários. Ele criticou principalmente a Justiça Militar, a Justiça do Trabalho e os Tribunais de Contas dos Estados e dos Municípios.
Segundo ele, o STM (Superior Tribunal Militar) tem de ser reestruturado e a Justiça do Trabalho precisa passar por transformações enormes, porque é uma Justiça fora do contexto. ACM argumentou que são poucos os países que têm tribunais específicos para julgar questões trabalhistas. O senador defendeu a aprovação, pelo Congresso, de uma reforma do Judiciário que extinga órgãos inúteis. Quando se faz uma reforma, tem de se fazer uma reforma de verdade. E a reforma de verdade passa por extinguir o que não é necessário, disse.
Alguns órgãos julgam por ano 500 processos, tendo de 15 a 18 ministros. Isso, evidentemente, não é bom para a economia. São recursos que poderiam ser aplicados na área social, disse. ACM afirmou que há um excesso de tribunais de contas de Estados e de municípios, que há problemas de tribunais militares em vários Estados. No discurso que fez na sessão do dia 22 deste mês, ACM deu ênfase à necessidade de extinção de órgãos do Judiciário que considerou inúteis.
Batom ACM proibiu ontem a continuidade da filmagem de um comercial do batom Rouge Magnetic, da empresa francesa de cosméticos Lancôme, que estava sendo realizada sobre a cúpula do Congresso, do lado do Senado Federal. Ele ficou irritado com o que considerou um circo montado sobre o Senado, prejudicando a imagem do Legislativo. No comercial, a modelo espanhola Inês Sastre passearia entre as cúpulas do Congresso segurando balões vermelhos, da cor do batom.


