O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), voltou a defender ontem a extinção de órgãos do Poder Judiciário ‘‘que não estão ajudando o país na medida em que são desnecessários’’. Ele criticou principalmente a Justiça Militar, a Justiça do Trabalho e os Tribunais de Contas dos Estados e dos Municípios.
Segundo ele, o STM (Superior Tribunal Militar) tem de ser ‘‘reestruturado’’ e a Justiça do Trabalho ‘‘precisa passar por transformações enormes, porque é uma Justiça fora do contexto’’. ACM argumentou que são poucos os países que têm tribunais específicos para julgar questões trabalhistas. O senador defendeu a aprovação, pelo Congresso, de uma reforma do Judiciário que extinga órgãos inúteis. ‘‘Quando se faz uma reforma, tem de se fazer uma reforma de verdade. E a reforma de verdade passa por extinguir o que não é necessário’’, disse.
‘‘Alguns órgãos julgam por ano 500 processos, tendo de 15 a 18 ministros. Isso, evidentemente, não é bom para a economia. São recursos que poderiam ser aplicados na área social’’, disse. ACM afirmou que há um ‘‘excesso’’ de tribunais de contas de Estados e de municípios, que há ‘‘problemas’’ de tribunais militares em vários Estados. No discurso que fez na sessão do dia 22 deste mês, ACM deu ênfase à necessidade de extinção de órgãos do Judiciário que considerou ‘‘inúteis’’.
Batom ACM proibiu ontem a continuidade da filmagem de um comercial do batom ‘‘Rouge Magnetic’’, da empresa francesa de cosméticos Lancôme, que estava sendo realizada sobre a cúpula do Congresso, do lado do Senado Federal. Ele ficou irritado com o que considerou um ‘‘circo’’ montado sobre o Senado, prejudicando a imagem do Legislativo. No comercial, a modelo espanhola Inês Sastre passearia entre as cúpulas do Congresso segurando balões vermelhos, da cor do batom.

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