ACM vai a São Paulo para investir em Maluf
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quarta-feira, 14 de outubro de 1998
Gérson Camarotti Agência Estado 
A cúpula pefelista irá fazer uma ofensiva para ajudar os candidatos do partido nos quatro estados onde está disputando o segundo turno e em São Paulo, para apoiar a candidatura de Paulo Maluf (PPB). Para explicitar esse apoio, o presidente do Senado e maior cacique do PFL, Antônio Carlos Magalhães, estará em São Paulo na segunda-feira, acompanhado do presidente do partido, Jorge Bornhausen, e do líder do PFL na Câmara, deputado Inocêncio de Oliveira (PE). Se precisarem de mim, estou à disposição, avisou o senador Antônio Carlos Magalhães.
A preocupação especial do PFL com o governo de São Paulo tem um objetivo que está além da simples vitória do ex-prefeito Paulo Maluf. O que está em jogo é a composição de forças no próximo governo. O maior temor dos pefelistas na disputa em São Paulo é com a vitória do tucano Mário Covas. Ganhando no Estado mais importante da Federação, o PSDB credencia-se para manter a atual estrutura no segundo governo, além de sair das eleições fortalecido. São Paulo é o quinto estado onde estamos disputando, disse o líder Inocêncio de Oliveira, dimensionando o investimento que o PFL está fazendo na campanha de Maluf. Como cabeça-de-chapa, o partido disputa o segundo turno no Piauí, Sergipe, Rondônia, além do próprio Rio de Janeiro.
Hoje, Jorge Bornhausen e o vice-presidente Marco Maciel estarão no Rio de Janeiro para o ato de inauguração do comitê de César Maia, que será no mesmo local onde funcionou o comitê de Fernando Henrique no primeiro turno. Maia dispensou uma mensagem de apoio do senador Antonio Carlos Magalhães. Não é preciso fazer gravação do senador porque o eleitor de César Maia e o de Antonio Carlos já estão identificados, comentou Maia, lembrando que isso não acrescentaria em nada a sua campanha. Do almoço na casa de Bornhausen também participou o ministro da Educação, Paulo Renato (PSDB), levado pelo vice-líder do governo na Câmara, deputado Ronaldo César Coelho (PSDB-RJ).
Durante toda a campanha de primeiro turno, Paulo Renato e César Maia ficaram com as relações estremecidas por causa da disputa da reitoria da UFRJ. Estamos apoiando o César Maia, ressaltou Paulo Renato, deixando de lado antigas divergências. Ele lembrou que os ministros só irão apoiar candidatos nos estados caso não haja disputa entre aliados, respeitando a recomendação feita na sexta-feira pelo ministro Clóvis Carvalho, chefe da Casa Civil. A única exceção será São Paulo, já que sou filiado ao PSDB paulista, explicou o ministro, justificando o seu apoio a Covas.


