ACM usa a TV para melhorar imagem
PUBLICAÇÃO
domingo, 03 de junho de 2001
Alexandra Penhalver Agência Estado 
O ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) começou uma verdadeira maratona no último sábado por várias emissoras de televisão em São Paulo para participar de programas de entrevistas. Hoje o ex-senador peefelista vai gravar entrevista no Programa Gabi, de Marília Gabriela, na Redeteve. O programa será exibido amanhã. Ainda nesta segunda-feira, gravará participação no quadro Para Quem Você Tira o Chapéu?, do programa do apresentador Raul Gil, que deverá ser exibido no próximo sábado, na Record. ACM deve retornar a Bahia na noite desta segunda-feira.
Quando chegou a São Paulo, o ex-senador amenizou o fato de estar sem mandato. Apenas deixei a tribuna do Senado, onde combati ladrões que se uniram ao PT para me derrubar. Mas não vou me afastar do povo e da rua, que é o meu lugar, disse. ACM pretende usar os programas de TV para passar uma boa imagem à população.
O ex-senador classificou de prova de ignorância e medo o documento divulgado pelo Instituto de Advogados do Brasil (IAB) que afirma que a renúncia de ACM é inconstitucional e poderia ser contestada caso um partido político entre com representação na Justiça. Medo dos votos (que terá em 2002) e ignorância da lei. Quando tive de renunciar foi, evidentemente, para manter os meus direitos políticos, o que é permitido pela Constituição.
Para ACM, esse movimento do IAB tem a intenção de criar uma atmosfera ruim entre ele e o povo. Sobre a menção feita por ele no discurso de renúncia, na última quarta-feira, de que poderia ir além nas denúncias contra o governo, ACM disse que isso era apenas para assustar os adversários. Quanto à sua intenção de participar das eleições de 2002, o ex-senador reafirmou que continua com o propósito de concorrer ao governo da Bahia ou a uma vaga no Senado, mas negou que tenha pretensão de disputar a Presidência da República. Os meus adversários ficam com medo de que eu seja candidato à Presidência. Acho que não tenho chance de ser eleito presidente. E sou realista.
Apesar da possibilidade de o senador Jorge Bornhausen (SC), presidente nacional do PFL, vir a apoiar o nome do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), para aliança com os tucanos em 2002, ACM diz que o partido resolverá a questão. Isso vai ser resolvido na convenção, onde tenho voz. Entre ele (Alckmin) e Tasso (Jereissati, governador do Ceará/PSDB), prefiro o Tasso.


