Brasília - Em discurso na tribuna do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) disse que, se o procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, por meio de uma ''comissão oficial'', fizesse um ''exame médico, psiquiátrico'' no procurador Luiz Francisco de Souza, o resultado revelaria que ele ''não poderia estar no Ministério Público'' por ser ''inimputável'' (termo jurídico para quem não tem condições biopsicológicas para ser responsabilizado pelos próprios atos).
O discurso de ACM foi motivado por carta de Luiz Francisco publicada ontem no ''Painel do Leitor'' da Folha de S.Paulo questionando a coluna ''Só fantasia?'', escrita por Eliane Cantanhêde, que circulou na edição de 28 de outubro. A colunista trata da atuação do procurador durante a campanha presidencial do ano passado, na qual teria atuado politicamente para favorecer a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme divulgado pela revista ''Veja''.
Segundo a reportagem, Luiz Francisco teria ajudado a evitar a divulgação de gravações, feitas pela Polícia Federal, que registraram conversas de petistas ligados à administração de Santo André, logo depois do assassinato do então prefeito da cidade, Celso Daniel, em janeiro de 2001.

mockup