ACM recebe apoio do PSDB na véspera da eleição
BRASÍLIA - Os candidatos do PFL, Antônio Carlos Magalhães (BA), e do PMDB, Íris Rezende (GO), disputam hoje à tarde, em votação secreta, o direito de presidir o Senado pelos próximos dois anos. A campanha chega ao fim tendo ACM como favorito, graças à decisão da bancada do PSDB de apoiar o seu nome. A decisão foi anunciada ontem. De acordo com o líder tucano, Sérgio Machado (CE), prevaleceu a posição anunciada na nota divulgada em 19 de dezembro de que o partido apoiaria o PMDB numa Casa e o PFL na outra, Câmara ou Senado.
Íris Rezende deve receber o voto dos nove senadores do recém-criado bloco de esquerda, mas parlamentares aliados prevêem que ele será prejudicado por dissidências dentro do próprio partido.
É a primeira vez que o PFL, dono de uma bancada de 23 senadores, tem a chance de presidir o Senado. O PMDB, que sempre ocupou o cargo, abriu a oportunidade da disputa por causa da redução de sua bancada, hoje de 22 senadores. Os entendimentos para o preenchimento dos cargos da Mesa diretora serão feitos depois de eleito o presidente.
Pela segunda vez, desde 1946, ocorre disputa entre partidos e candidatos para ocupar a presidência do Senado. Em 1961, o senador Moura Andrade (PSD) foi eleito com 37 votos, contra o senador João Vilasbôas (UDN). Votaram 58 senadores. Desde então, o cargo fica automaticamente com o partido majorítário na Casa. Deu PSD até 1965. Com a extinção dos partidos, em 1966, o cargo passou a ser da Arena, que em 1981 mudou de nome para PDS. A primeira vitória do PMDB ocorreu em 1985, com a vitória do senador José Frageli (MT), com 38 votos.





