Agência Estado
O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), atacou ontem o governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), por suas declarações contrárias à concessão de incentivos para contrução de uma fábrica da Ford na Bahia. ‘‘Estou em Salvador, aguardando uma justa decisão do presidente da República; enquanto isso, o meu amigo Mário Covas está demitindo ministro, pedindo vetos e fechando as fronteiras de São Paulo com o Paraná e Santa Catarina’’, disse. ‘‘Agora todos sabem que não sou eu quem manda no presidente; quem impõe regras e soluções é o Covas e não eu.’’
Covas reiterou ontem a posição contrária à concessão de incentivos federais para a instalação da fábrica. ‘‘Até penso que seria mais fácil o governo fazer a fábrica’’, comentou o governador, depois de inaugurar as Usinas Hidrelétricas Canoas 1 e 2, em Cândido Mota, região de Assis (SP).
Covas disse que manifestou esta opinião a FHC no sábado. ‘‘Sou uma pessoa leal ao presidente, mas não sou uma vaquinha de presépio; já disse a ele esse meu pensamento sobre as isenções’’, acrescentou.
Covas havia reagido com ironia às críticas do colega baiano César Borges (PFL), que o acusou de ser preconceituoso e não estar à altura do governo de São Paulo e nem da Presidência, que aspira. ‘‘Pelo menos ele pode fazer algum comentário sobre minha pessoa; eu já não posso falar nada sobre ele...’’, afirmou. Covas disse ter dificuldades em saber se Borges estava falando por si próprio ou ‘‘transmitindo o que o chefe dele pensa’’, numa alusão a ACM.

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