O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), presidente do Congresso, reafirmou ontem, em São Paulo, o apoio pessoal e do partido ao ex-prefeito Paulo Maluf, candidato do PPB ao governo paulista. ACM criticou o governador licenciado Mário Covas (PSDB), por ter usado o nome dele no debate entre os dois candidados no domingo.
Covas declarou que ACM classificou o governo de Maluf como ‘‘amoral’’. ‘‘A primeira coisa é a falta de assunto do governador Mário Covas; não retiro o que disse de Maluf na ocasião, mas vivemos uma época totalmente diferente’’, afirmou ACM. ‘‘Maluf, embora servindo bem São Paulo, estava do lado oposto ao meu; ele próprio evoluiu e eu evolui também e ambos ajudamos o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso’’, disse.
Segundo ACM, Covas é que foi ‘‘incoerente’’ porque durante um ano disse que não disputaria o governo paulista e acabou aceitando a candidatura. ‘‘Covas é um político sério e digno, mas não fez por São Paulo o que São Paulo merecia’’, disse ACM.
O debate entre Covas e Maluf foi marcado principalmente pela troca de acusações, repetindo - embora mais agressivamente o que vem acontecendo no horário eleitoral gratuito. Maluf atacou os sonegadores, dizendo que vai implementar legislação rígida contra a sonegação e Covas disse que o déficit do Estado, pelo terceiro ano consecutivo, será zero. ‘‘Foi feito aqui o maior ajuste fiscal e pelo lado da despesa e não do aumento de impostos.’’
Os candidatos, porém, estavam visivelmente nervosos e mal conseguiam disfarçar a ansiedade ao ouvir a pergunta dos adversários. Mas, pouco falaram sobre si ou sobre seus planos de governo e as respostas sobre educação, agricultura e saúde não tiveram muito efeito sobre a platéia, nem foram protagonistas dos momentos mais tensos.Vidal Cavalcante/Agência Estado(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)AmigosNo centro: Maluf, Jorge Bornhausen (SC) e ACMJô Pasquatto
Agência Estado

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