ACM quer teto diferenciado Arquivo FolhaACM: ‘Podemos acabar com o acúmulo’ Agência Folha De Salvador O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), quer deixar apenas para o Poder Judiciário o desgaste político provocado pelo aumento do teto (fixado em R$ 11,5 mil) e acúmulo de aposentadorias. Com o novo teto e o acúmulo de aposentadorias, os maiores salários do setor público podem atingir R$ 23 mil, cerca de 169 vezes o valor do salário mínimo vigente no País – R$ 136. Ontem, em Salvador, ACM defendeu a concessão de um teto diferenciado para o Congresso e a suspensão das aposentadorias acumuladas. ‘‘Por mim, podemos acabar com o acúmulo de aposentadorias, a não ser nos casos previstos pela Constituição. O próprio presidente Fernando Henrique Cardoso já disse várias vezes que abre mão de sua aposentadoria como professor universitário’’. Segundo ACM, a proposta de fixar um teto menor para o Congresso surgiu depois que muitos deputados e senadores disseram que ficaram envergonhados com a fixação do novo teto para o setor público. ‘‘Se é assim, podemos manter o atual salário (R$ 8.000). Também podemos reajustá-lo, utilizando-se um índice menor do que o empregado para fixar o teto do Judiciário’’, disse o presidente do Congresso. Em caso de reajuste, os salários dos deputados e senadores deverão ser fixados em R$ 10.800. ‘‘Com a manutenção dos salários ou a fixação de um teto menor para o Congresso, nós estaremos dando uma satisfação à sociedade’’, ressaltou Antonio Carlos Magalhães.