ACM quer a presidência de comissão estratégica
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sábado, 17 de fevereiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
O ex-presidente do Senado Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) poderá disputar o cargo de presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais estratégica no Senado. ACM, no entanto, terá de superar alguns obstáculos. Além de a vaga estar sendo pleiteada pelo PMDB e pelo senador do PFL Bernardo Cabral (AM), Antonio Carlos teria de acabar com as resistências na base governista garantindo que não criaria problemas ao governo federal à frente da principal comissão da Casa.
Na última semana, o senador baiano não poupou críticas ao presidente Fernando Henrique Cardoso, dizendo que o governo é conivente com a corrupção no País. Ele também comparou FHC ao novo presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB). São iguais, disse.
Como na CCJ é analisada a constitucionalidade dos projetos, o que garante a continuidade da tramitação, o presidente da comissão tem um papel fundamental para o andamento das votações de todas as matérias em discussão no Senado. Atualmente, a CCJ é ocupada pelo pefelista José Agripino (RN). Segundo o líder do PFL no Senado, Hugo Napoleão (PI), o partido está na disputa pela CCJ. Por isso, o PFL ficaria fora da disputa do comando da Comissão de Fiscalização e Controle, que também estaria sendo negociada por ACM.
De acordo com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o PMDB pleiteia a vaga na CCJ ou da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), também considerada estratégica, com o argumento de que tem o direito de ocupar uma das comissões por ser o partido com a maior bancada no Senado, com 26 senadores. A CAE, no entanto, está sendo cobiçada também pelos tucanos. O desfecho dessa disputa só será conhecido na próxima terça-feira, quando as lideranças partidárias discutirão a distribuição dos cargos para as sete comissões do Senado.


