ACM promete trabalhar pelo Paraná
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quarta-feira, 11 de junho de 1997
Leandro Donatti 
Brasília
Arquivo FolhaÀ esperaTaniguchi: mais tempo em Brasília para tentar falar com MacielA caravana de 130 empresários, políticos e sindicalistas do Paraná saiu ontem à noite de Brasília sem a certeza de que o Senado vai desbloquear os empréstimos do Estado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Apenas com a promessa do presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), de trabalhar politicamente para o encontro de um denominador comum entre o governo e os dois senadores. O meu dever é ter uma conversa com a comissão. Não tenho o direito de me intrometer numa decisão da CAE, mas também não posso deixar de dizer que temos interesse que o Estado se desenvolva.
ACM disse que não vai pressionar Roberto Requião (PMDB) e Osmar Dias (PSDB) porque eles são senadores como ele. Seria leviano dizer que vou intervir. Vou apenas trabalhar pelo consenso. É o meu dever. Segundo ele, ainda não houve tempo de avaliar se os documentos entregues ontem pela comitiva do Paraná são suficientes para os esclarecimentos exigidos pela CAE.
Requião e Dias, os pivôs do movimento, sequer deram atenção ao grupo. A participação da bancada federal do PT, que poderia ser contabilizada como uma vitória da caravana, foi dúbia. O deputado federal Paulo Bernardo, integrante da comissão que foi conversar com o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), ficou em cima do muro. O Requião está certo ao pedir os números, e o Lerner ao preservar os termos do contrato. Estamos numa guerra fiscal, justifica.
A audiência com o senador José Serra (PSDB), presidente da CAE, foi cancelada. A conversa com o vice-presidente Marco Maciel (PFL), que poderia ajudar na garantia do desbloqueio, ficou para mais tarde. O prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi (PDT), e alguns integrantes da comitiva ficaram em Brasília para tentar conversar com o vice.
O secretário do Planejamento, Miguel Salomão, e os presidentes do Sinduscon, Gustavo Bermann, e da Federação do Comércio, Rubens Brustolin, lamentaram a atitude dos dois senadores do Paraná, que se recusaram a conversar. Infelizmente ele (Requião) não abriu espaço para nenhum diálogo, queixou-se Bermann, classificando Requião como deselegante.
Mas para um dos financiadores da caranava, o presidente da Fiep, José Carlos Gomes de Carvalho, a movimentação foi positiva. A democracia se faz assim mesmo, diz o empresário, emendando que o grupo não foi a Brasília para discutir questões menores.


