Antonio Carlos revelou ontem para políticos próximos que vai rebater Arruda na acareação. Ele negará que tenha dado qualquer incumbência para o então líder do governo no Senado com o objetivo consultar a ex-diretora do Prodasen Regina Borges sobre a possibilidade de violação do painel eletrônico.
Na avaliação de ACM, esse foi o principal ponto de discordância do depoimento feito ontem por Arruda. Ao ser questionado sobre essa divergência, o senador baiano foi evasivo. ‘‘Nem confirmo e nem desminto’’, disse. Para um interlocutor, ACM comentou ter achado a fala de Arruda boa para sua defesa. ‘‘Não complicou em nada a minha situação’’, disse o senador para esta pessoa.
O senador baiano passou o dia em seu apartamento, em Brasília, acompanhando pela TV Senado o depoimento de Arruda. Ele recebeu poucos assessores e políticos e informou que durante a manhã ficou em seu quarto. Segundo um de seus assessores, ACM voltou a insistir na necessidade da acareação. ‘‘Acho a acareação indispensável para recuperar a verdade’’, comentou. O ex-presidente do Senado informou que ficará em silêncio o máximo possível até o dia da acareação. (A.E.)

mockup