No esforço para evitar a cassação, o senador Antonio Carlos Magalhães está disposto a ir até o Supremo Tribunal Federal (STF). A idéia é encaminhar recursos à Alta Corte se o Senado aprovar decisão mais rigorosa do que a perda provisória de mandato, alegando defesa de direitos individuais que estariam sendo cerceados. O senador José Roberto Arruda, também envolvido no processo que julga a violação do painel de votação e quebra de decoro parlamentar, não quer ficar atrás e trabalha intensamente na defesa da tese de que mentira não é falta grave e merece perdão, ameaçando como ACM, apelar ao Supremo.
Outra estratégia para atrasar o processo de discussão que pode levar à cassação será liderada pelo sendor Waldeck Ornélas (PFL-BA), que demonstrou ser um aguerrido defensor de ACM. Ele foi incumbido de, na quarta-feira, pedir vistas do relatório que será apresentado pelo senador Roberto Saturnino Braga (PSB-RJ) e pedir voto em separado.
Na prática, as propostas devem postergar o andamento do caso em pelo menos uma semana e determinar que sejam votados dois documentos separadamente: o dele, que, provavelmente, terá orientação oposta a de Braga, e do relator.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) anunciou ontem que vai promover protestos nas ruas para pedir a cassação de ACM e Arruda. As manifestações dos estudantes serão deflagradas, em todo o País, nos dia 22, 23 e 24 deste mês, segundo o presidente da UNE, Wadson Nataniel Ribeiro. A expectativa da entidade é colocar cerca de 100 mil manifestantes nas ruas.
Ribeiro disse que a campanha pela cassação de ACM e Arruda e em favor da CPI da Corrupção vai começar dia 22, com um ato no Rio. No dia 23, a UNE promoverá protestos em São Paulo e em todos as capitais, e, no dia 24, encerra a primeira fase da campanha em Belo Horizonte.

mockup