Brasília O Conselho de Ética do Senado terá sua composição alterada antes da reunião que discutirá a abertura ou não de investigação do suposto envolvimento do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) nos grampos telefônicos da Bahia. Marcada para a próxima quarta-feira, a reunião poderá ser adiada, pois novos integrantes do conselho deverão ser escolhidos em plenário.
A nova composição será desfavorável a ACM, já que o PFL perderá um representante e os partidos que hoje integram a base de sustentação do governo, defensores da apuração do caso do grampo no conselho, passarão de 3 para 6 integrantes.
A necessidade de substituição dos atuais integrantes do conselho foi levantada pelo PT, com aval do governo, com base no parágrafo 4º do artigo 23 do Regimento Interno do Senado. Esse dispositivo determina que até o mês de março do primeiro e terceiro anos (sessões legislativas) de cada legislatura, o Senado eleja novos membros para o conselho.
As alterações provocadas pela eleição nos tamanhos das bancadas no Senado irão causar a seguinte alteração no Conselho de Ética: o PMDB passa de 5 para 4 vagas, o PFL, de 4 para 3, o PT, de 1 para 3, o PSDB, de 3 para 2, o PTB -que não tinha nenhum integrante-ganha 1 vaga e o PDT mantém 1. Sobra uma vaga para ser ocupada por um representante do PSB, PL ou PPS. Além desses 15, integra o conselho como membro nato o corregedor do Senado, que, por enquanto, ainda é Romeu Tuma (PFL-SP), mas poderá ser substituído, já que passou a integrar a Mesa Diretora nessa sessão legislativa como primeiro secretário.

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