BRASÍLIA - O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) deverá solicitar à Corregedoria da instituição que investigue a ameaça de morte dirigida pelo senador Gilberto Miranda (PFL-AM) ao senador Vilson Kleinubing (PFL-SC). A apuração dos fatos caberá ao também pefelista Romeu Tuma (SP), corregedor do Senado.
A ameaça aconteceu na última terça-feira no gabinete de Magalhães. Miranda entrou no gabinete, acompanhado de Kleinubing, protestando contra uma carta enviada pelo senador catarinense ao jornal Gazeta Mercantil. Na carta, considerada fraca por Miranda, Kleinubing procurava negar notícia na qual o jornal atribuia a Miranda a prática de irregularidades relacionadas ao escândalo dos precatórios.
O senador amazonense exigiu uma negativa mais firme por parte de Kleinubing. Em meio à discussão, Gilberto Miranda disse que um dos dois ainda acabaria morto em função do conflito. A discussão foi presenciada pelo próprio Magalhães e pelo senador Bernardo Cabral (PFL-AM), presidente da CPI que investiga os títulos públicos.
Após o entrevero, Magalhães tentou tentou abafar o caso, pedindo moderação aos dois senadores. Mas em função do vazamento da discussão, a questão deverá ser entregue à corregedoria. Nesta hipótese, o corregedor deverá analisar não apenas a ameaça a Kleinubing, mas também a queixa de Miranda de que o senador catarinense teria feito acusações contra sua pessoa.

mockup