ACM negocia com oposição para aprovar fundo
Agência Folha
De Brasília
O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), já começou a fazer concessões e a negociar com a oposição para viabilizar a aprovação do fundo antipobreza. Ele já desistiu de um dos principais pontos do projeto, a contribuição obrigatória da pessoa física, e decidiu retirar o poder do PFL sobre o conselho gestor do fundo.
ACM faz um discurso amanhã apresentando formalmente a sua proposta. Ele também alterou o projeto original e assinou requerimento da líder do bloco de oposição, Marina Silva (PT-AC), criando comissão mista do Congresso, formada por 11 deputados e 11 senadores, com o objetivo de em 90 dias apresentar projetos consolidados de combate à pobreza.
Em resposta à afirmação do presidente FHC de que a regulamentação da reforma da Previdência seria a melhor forma de combater a pobreza, ACM responsabilizou o PSDB pelo atraso na votação. Se o presidente for olhar os que não votaram, ele verá que foi na base principal dele ou do seu partido.
O presidente nacional do PMDB, senador Jáder Barbalho (PA), aproveitou a proposta de ACM para mostrar independência do seu partido em relação ao governo. O PMDB está no governo, mas não é o governo, disse. Jáder cobrou um gesto político de FHC para erradicar a miséria no País. Disse que não é preciso criar imposto novo, porque o governo já sabe como obter os recursos: tributando bancos e empresas que hoje não pagam impostos.





