São Paulo O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) negou ontem que esteja isolado dentro de seu partido. Segundo ele, os líderes do PFL no Senado, José Agripino Maia (RN), e na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), assinaram ontem um documento de apoio a ele.
ACM é acusado de ser o mandante dos grampos telefônicos instalados na Bahia, que estão sendo investigados pela Polícia Federal. A lista de pessoas que tiveram o telefone grampeado é composta desde rivais políticos de ACM, como o deputado Geddel Vieira de Lima (PMDB-BA), até sua ex-amiga, Adriana Barreto.
O documento assinado por Agripino e Aleluia nega os rumores de que o PFL estaria defendendo ACM apenas da boca para fora e que alguns integrantes da cúpula do partido já estariam dando como certa a renúncia do senador baiano.
''Fui eleito com 3 milhões de votos e pretendo cumprir meu mandato. A renúncia não está nos meus planos'', disse ACM, que renunciou em 2001 para escapar do processo de cassação, por ter ordenado a violação do painel de votação do Senado.
O senador afirmou que irá ao Conselho de Ética do Senado, caso seja convocado para falar sobre o grampo na Bahia. ''Não sei se esse é um caso para o Conselho, mas se for chamado, irei.'' Segundo ACM, o que mais lhe incomoda no caso do grampo é a exposição de sua vida pessoal na mídia.