ACM Júnior assume hoje prometendo honrar o pai
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quarta-feira, 30 de maio de 2001
Raquel Ulhôa Agência FolhaDe Brasília 
O filho mais velho do ex-senador Antonio Carlos, Antonio Carlos Magalhães Júnior, de 48 anos, assume hoje a cadeira do pai no Senado. Suplente de ACM, Júnior é empresário e professor. Além de dar aula de finanças na Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia, preside a Rede Bahia de Comunicações, um conglomerado formado por 14 empresas e cerca de 1,1 mil funcionários que retransmite a Rede Globo na Bahia.
Ao contrário de seu filho Antonio Carlos Magalhães Neto, que aos 22 anos já lançou sua candidatura à Câmara em 2002, Júnior não tem vocação para a política. ACM Júnior Iniciou sua carreira profissional no banco Econômico, em 75, passando mais tarde a trabalhar nas empresas da família. Assumiu a presidência do grupo em 1994.
A primeira decisão a ser tomada em Brasília pelo novo senador Antonio Carlos Magalhães Júnior é aparentemente bem prosaica: qual será seu nome parlamentar. Ainda estou resolvendo. Tenho algumas opções. Pode ser ACM Júnior ou Antonio Carlos Júnior, disse. O filho de ACM vai ocupar a cadeira, o gabinete e o apartamento funcional reservados ao pai e não pretende modificar nada. A responsabilidade é muito grande, mas vou procurar fazer o máximo para honrar o nome dele e o cargo, afirmou.
Empresário e professor da área financeira, o filho mais velho de ACM nunca ocupou cargo público ou político. Ontem, já em Brasília para assistir à renúncia do pai, procurou demonstrar a mesma disposição do titular. Assumir o Senado é um desafio que vou enfrentar com toda garra e vontade, disse.
Pelas normas do Legislativo, o senador tem de ser registrado com um nome formado por duas palavras. Pode acrescentar mais uma, para se distinguir de outro. Já há um Antonio Carlos no Senado, o Valadares (PSB-SE), que é amigo pessoal do xará (pai). Assessores do novo senador disseram que o nome escolhido deverá ser Antonio Carlos Júnior. Segundo eles, ACM Júnior é mais uma sigla para efeitos de mídia e não soaria bem no tratamento parlamentar.
Embora Antonio Carlos Júnior ou ACM Júnior não pretenda fazer modificações no gabinete, funcionários dão como certa a retirada de algumas fotos do deputado Luis Eduardo Magalhães, morto em abril de 1998. Na sala, além de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição e um quadro com foto de ACM abraçado a baianas, há três pôsteres, um porta-retrato e um busto de Luis Eduardo, o filho que foi preparado para substituir o pai na política.


