Salvador – O ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) insinuou pela primeira vez, ontem, na capital baiana, que pode ser levado a apoiar o nome do presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, à presidência da República por questões regionalistas, caso ele, eventualmente, dispute um segundo turno com o provável candidato do PSDB, o ministro da Saúde, José Serra. ‘‘Vai ser uma grande dúvida, porque Lula é nordestino e Serra detesta o Nordeste’’, argumentou, sem, contudo, fechar questão nesse início de ano eleitoral. ‘‘Tem que ver a coisa para decidir depois’’, disse.
Apoiando a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), à sucessão presidencial, ACM disse que, se depender dele, arrastará para a candidatura da pefelista o governador do Ceará Tasso Jereissati (PSDB), que é seu amigo e que teria sido prejudicado por Serra na disputa pela legenda, segundo o ex-senador. ‘‘Se dependesse de mim, ele (Jereissati) jamais iria para o Serra’’, declarou, achando que Roseana já tem um apoio amplo da base do partido e deve obter muitas adesões, ‘‘pois ninguém gosta de perder’’.
Sobre a candidatura do ministro da Reforma Agrária, Raul Jungman, ao Planalto, ACM avalia que não tem substância e que seria ‘‘mais uma jogada clara do Fernando Henrique, que eu acredito sem êxito’’. ACM ainda insiste em fazer mistério sobre o cargo que vai disputar em outubro, se para o governo ou Senado. ‘‘Vou deixar (a revelação), quem sabe, para a Semana Santa.’’

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