ACM garante vitória de Cardoso na Bahia
ACM garante vitória
de Cardoso na Bahia
O presidente em exercício, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse ontem que, se o presidente Fernando Henrique Cardoso quiser, poderá ser um dos coordenadores de sua campanha. Vou trabalhar intensamente: na Bahia vamos vencer com tranquilidade e deveremos vencer no Brasil também, disse em entrevista no Palácio do Planalto. Ontem, no exercício da Presidência, deixou clara a diferença de estilo entre os dois no seu primeiro dia de despachos.
Primeiro, prestigiou seus colegas parlamentares. Seu primeiro ato foi assinar à tarde a medida provisória que estende a gratificação por desempenho a funcionários de nível médio das carreiras de ciência e tecnologia. Mas só permitirá sua publicação no Diário Oficial de quarta-feira, depois que o texto for submetido aos parlamentares que fazem oposição ao governo no Congresso. Ele próprio negociou a edição desta MP em troca da não obstrução da oposição na sessão em que foram votadas 10 medidas provisórias necessárias para a promulgação da Reforma Administrativa.
Na entrevista que concedeu no gabinete presidencial, usou palavras contundentes para criticar a ação política do Movimento dos Sem-Terra e encerrou a conversa com um murro na mesa rendonda. Acabou. Senão vão pensar que eu sou o titular e eu vou acabar acreditando, brincou. Antônio Carlos não escondeu a alegria de estar ocupando o principal cargo político do País. É sempre agradável para qualquer pessoa assumir a Presidência da República, afirmou. Mas eu não tenho uma emoção maior, principalmente levando em conta os últimos acontecimentos que feriram minha vida.
Antônio Carlos chegou ao Planalto às 15h10, depois de almoçar em sua residência com o ex-presidente e hoje senador José Sarney (PMDB-AP). O primeiro ato foi despachar com o ministro-chefe da Casa Civil, Clóvis Carvalho, e assinar a MP. Antônio Carlos recebeu em seguida o ministro do Meio Ambiente, o pefelista Gustavo Krause.





