ACM garante que fará depoimento político
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terça-feira, 24 de abril de 2001
Cida Fontes Agência EstadoDe Brasília 
O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) disse ontem que a base de seu depoimento ao Conselho de Ética será política. Embora esteja consultando advogados para preparar a defesa, o senador entende que o assunto é político e que seu depoimento, marcado para amanhã, será decisivo. Ao contrário do senador José Roberto Arruda, que fez dois pronunciamentos distintos na tribuna sem aceitar ponderações e sugestões de amigos, ACM disse que se limitará ao Conselho de Ética e não adotará decisões solitárias.
ACM garante que está aberto ao diálogo. É meu dever conversar, disse. No plenário, o senador colocou em prática essa estratégia: conversou com senadores, principalmente com Amir Lando (PMDB-RO), Carlos Wilson (PPS-PE) e com os pefelistas Jorge Bornhausen (SC) e José Agripino (RN). ACM tem procurado também integrantes do Conselho de Ética.
A todos os interlocutores, o ex-presidente do Senado afirmou que contará a verdade e será consistente. Eu não sei de lista, voltou, porém, a afirmar aos jornalistas, contestando o senador Arruda que, em discurso, disse que a lista do resultado da votação da cassação do senador Luiz Estevão fora entregue a ACM.
Hoje, o senador disse que pretende repetir a rotina de ontem: passará a maior parte do tempo em seu apartamento preparando o depoimento, comparecendo ao Senado apenas para participar das votações de plenário. Vou ficar trabalhando em casa, avisou. Aos senadores com quem conversou ontem, ACM deixou claro o tom de seu depoimento: Discordar de algumas coisas e concordar de outras coisas relatadas pela ex-diretora do Prodasen Regina Célia Borges e por Arruda.


