ACM faz restrições à reforma do ministério
Agência Folha
O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), defendeu ontem uma reforma ministerial restrita, contrariando a posição do presidente do seu partido, senador Jorge Bornhausen (SC), que pregou a extinção de ministérios. A reforma deverá ser feita por FHC até o final do mês. A reforma será de acordo com o desejo do presidente. Ele pode fazer (reforma) ampla e pode fazer menor, que é mais racional até. Se ele está contente com muitos, por que vai mexer?, disse ACM.
Líderes do PSDB e do PFL, recebidos ontem por FHC têm feito o mesmo discurso favorável a uma reformulação da equipe. O PMDB, que ainda não foi recebido pelo presidente para discutir o assunto, tem criticado a proposta. Numa reforma, o PMDB poderá perder espaço, pois pefelistas e tucanos têm defendido o afastamento do partido da base governista. Não vislumbro uma reforma ampla. Não se mexe em barco que está balançando, afirmou o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), referindo-se às recentes crises na base de sustentação de FHC.
O senador Bornhausen propôs a fusão dos ministérios das Comunicações, dos Transportes e de Minas e Energia, com a criação do Ministério da Infra-Estrutura. A Agricultura seria incorporada ao Ministério do Desenvolvimento. Pela proposta, o Ministério da Economia reuniria Fazenda e Orçamento e Gestão. A pasta da Educação poderia incorporar Cultura e Ciência e Tecnologia.





