Agência Estado
De São Paulo
O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), de 72 anos, esteve ontem no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para a realização de uma biópsia da próstata, segundo informações do médico dele há mais de dez anos, o cardiologista Bernardino Tranchesi. A informação foi confirmada também pela Assessoria de Imprensa do hospital. O senador, porém, negou que tenha feito o exame.
ACM permaneceu no hospital das 9 horas às 13h30. O médico que realizou os exames na próstata, o urologista Miguel Srougi, recusou-se a dar informações à imprensa. Urologistas ouvidos pela reportagem afirmaram que a biópsia é realizada quando existe suspeita de tumor benigno ou maligno.
De acordo com Tranchesi, o senador vem passando, há cerca de três semanas, por um check-up no qual foram realizados ultrassom na próstata, exames de toque retal e de sangue para detectar se há aumento do tamanho da próstata, no qual é examinado o fator Antígeno Prostático Específico (PSA).
Segundo ele, o exame de toque detectou um aumento da próstata. Ele explicou que, enquanto o peso da próstata num jovem é de 20 gramas, no caso do senador, ela está entre 45 a 50 gramas. Esse tamanho, segundo o cardiologista, é normal para alguém da idade dele. ‘‘Os médicos resolveram realizar a biópsia apenas por uma questão de segurança.’’ Ele afirmou que não há suspeita de câncer e a expectativa é de que o resultado do exame seja normal.
ACM, porém, não confirma as informações. Segundo ele, durante a passagem pelo hospital, foram realizados exame de toque retal, ultrassom da próstata e cardiológicos, além de coleta de sangue. ‘‘Estou muito bem, posso até dizer o mesmo que o presidente disse ontem (26), estou nota 11’’, afirmou. Ele afirmou que sofre de hiperplasia begnina – aumento da próstata – há cerca de dois anos e precisa fazer exames regulares para acompanhar o quadro clínico da doença. ‘‘Se tivesse feito biópsia, teria de ter ficado internado’’, disse ACM.

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