Os presidentes do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), estão comemorando o primeiro ano de seus mandatos como dos mais proveitosos da história das duas casas. O Senado apreciou 483 propostas; a Câmara, 215. Para as estatísticas, os dois presidentes contabilizaram a convocação extra do início do ano, que começou em 6 de janeiro.
Conforme as contas do Senado, 379 matérias foram aprovadas, entre elas as emendas constitucionais da reeleição do presidente da República, a que prorrogou o prazo de vigência do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), estas promulgadas e já em vigor. Também foram aprovadas três emendas constitucionais, enviadas à Câmara: a que obriga as instâncias inferiores da Justiça a seguir as súmulas do Supremo Tribunal Federal (STF), a que limita a edição de medidas provisórias e a da reforma da Previdência.
O Senado incluiu na sua lista de vitórias a aprovação do projeto do novo Código Civil, que tramitava no Congresso há 22 anos, a conclusão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Títulos Públicos, o fim do Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) e a derrubada dos privilégios de magistrados, na reforma da Previdência. Quanto ao IPC, coube efetivamente ao Senado tirar todas as regalias que a Câmara havia deixado no projeto que fixa as diretrizes para a criação de um fundo de pensão que o substituirá.
A Câmara também exibiu dados a seu favor. Foram 260 sessões, das quais 148 deliberativas. Dos 215 projetos apreciados, exatos 200 foram aprovados. Entre eles quatro propostas de emendas à Constituição, quatro projetos de lei complementar, 56 projetos de lei, 41 projetos de decreto legislativo e oito projetos de resolução. A principal matéria aprovada pela Câmara foi a emenda constitucional da reforma administrativa. Os deputados aprovaram também a emenda constitucional que prorrogou o FEF, a que autorizou o presidente da República a disputar a reeleição e a que mudou o sistema constitucional dos militares.

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