O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) precisou ser internado às pressas no Hospital Aliança de Salvador com uma congestão pulmonar provocada por infecção respiratória. O médico Jadelson Andrade, que trabalha no hospital e até o ano passado era médico particular de ACM, confirmou o internamento e disse que até ontem, no início da noite, o senador estaria numa unidade semi-intensiva, sendo medicado com antibióticos.
Por celular, o senador negou a internação e reagiu com ironia. ‘‘Não tive nenhuma crise e não estou morrendo, ao contrário, estou muito bem e saindo da praia’’, brincou. ACM disse que, de fato, compareceu a um hospital em Salvador, para fazer uma radiografia de tórax, controle que realiza a cada três meses, por causa de uma pneumonia que teve o ano passado.
Andrade disse que ao dar entrada na unidade semi-intensiva do Aliança, anteontem, o senador ACM apresentava um quadro de broncopneumonia, congestão pulmonar e infecção respiratória. Na sexta-feira, o senador seguiu para Santa Cruz Cabrália (723 km ao sul da capital) depois de participar de um encontro que reuniu mais de 200 prefeitos em Ilhéus (BA).
Ainda na sexta-feira, após o almoço, ACM telefonou para alguns parentes e disse que estava com uma forte gripe. Por solicitação de médicos que atendem seus familiares, o senador interrompeu o seu descanso no sul da Bahia – inicialmente, ACM deveria retornar somente hoje para Brasília – e viajou para Salvador.
De acordo com o médico, o quadro clínico do senador melhorou no início da manhã de ontem. ‘‘Ele (ACM) teve as suas funções renais alteradas, mas os médicos que o atenderam conseguiram controlar o problema à base de antibióticos’’, afirmou. Andrade acrescentou que, pela previsão do hospital, Antonio Carlos deveria receber alta ontem à noite.
Durante toda a tarde a assessoria do parlamentar tentou negar o fato da internação. Os assessores chegaram a passar a versão que ontem à tarde ele já teria sido liberado e estaria na casa de amigos em Praia do Forte, litoral norte da Bahia. A mesma determinação tiveram os funcionários do hospital que insistiam em negar a presença de ACM no Aliança, mesmo com a movimentação dos assessores de Antonio Carlos no local.
O motorista particular do senador aguardava a liberação dele ainda ontem à noite, no estacionamento do hospital, Ele estava à bordo do Ford Taurus prateado de Antonio Carlos. Pelo menos cinco seguranças também estavam no estacionamento aguardando ordens. No início da noite, o assessor militar do governo do Estado, coronel Cristóvão Rios, chegou ao Aliança e se dirigiu até o quarto do senador sem dizer uma palavra.

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