ACM duvida de crise com Planalto
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sábado, 03 de fevereiro de 2001
Biaggio Talento Agência Estado De Salvador 
O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), duvida que haja um rompimento do Planalto com os pefelistas, implicando na demissão dos ministros do partido, por causa da inesperada aliança PFL/PT, que resultou na derrubada, na Câmara dos Deputados, da medida provisória (MP) que fixava o pagamento dos servidores federais para o dia 5 do mês subsequente. Não creio que seja o ato mais sensato (a demissão dos ministros), entretanto, a nomeação e demissão é de competência exclusiva do senhor presidente da República, comentou ontem.
ACM se disse surpreso com a repercussão da queda da MP, defendendo a autonomia do Congresso para decidir o assunto. Se não for assim, o Congresso só faria carimbar as medidas do Executivo, abdicando do seu poder de legislar, declarou. Magalhães rejeita a tese de que o PFL passou para a oposição ao se aliar ao PT, insinuando que, ao fazer parte da base de apoio ao governo, os pefelistas sofreram até certo desgaste. O presidente da República, até aqui, governou com nosso apoio até mesmo quando precisou adotar medidas impopulares.
Ele lembrou que sempre tentou, como presidente do Senado, limitar o uso das MPs, instrumento que não considera adequado para se legislar. Infelizmente, não consegui, mas ninguém se engane porque o Supremo Tribunal Federal (STF) vai acabar coibindo as MPs, inicialmente, sustando a relevância e a urgência delas.
Sobre a eleição no Senado, ACM admitiu o surgimento de um terceiro nome (além dos dos candidatos Jader Barbalho e Jefferson Peres) com amplas possibilidades de vencer a disputa. Mas enigmático, preferiu não falar sobre o assunto. Essas negociações estão a cargo de outros senadores, disse


