O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), duvida que haja um rompimento do Planalto com os pefelistas, implicando na demissão dos ministros do partido, por causa da inesperada aliança PFL/PT, que resultou na derrubada, na Câmara dos Deputados, da medida provisória (MP) que fixava o pagamento dos servidores federais para o dia 5 do mês subsequente. ‘‘Não creio que seja o ato mais sensato (a demissão dos ministros), entretanto, a nomeação e demissão é de competência exclusiva do senhor presidente da República’’, comentou ontem.
ACM se disse surpreso com a repercussão da queda da MP, defendendo a autonomia do Congresso para decidir o assunto. ‘‘Se não for assim, o Congresso só faria carimbar as medidas do Executivo, abdicando do seu poder de legislar’’, declarou. Magalhães rejeita a tese de que o PFL passou para a oposição ao se aliar ao PT, insinuando que, ao fazer parte da base de apoio ao governo, os pefelistas sofreram até certo desgaste. ‘‘O presidente da República, até aqui, governou com nosso apoio até mesmo quando precisou adotar medidas impopulares.’’
Ele lembrou que sempre tentou, como presidente do Senado, limitar o uso das MPs, instrumento que não considera adequado para se legislar. ‘‘Infelizmente, não consegui, mas ninguém se engane porque o Supremo Tribunal Federal (STF) vai acabar coibindo as MPs, inicialmente, sustando a relevância e a urgência delas.’’
Sobre a eleição no Senado, ACM admitiu o surgimento de um terceiro nome (além dos dos candidatos Jader Barbalho e Jefferson Peres) com amplas possibilidades de vencer a disputa. Mas enigmático, preferiu não falar sobre o assunto. ‘‘Essas negociações estão a cargo de outros senadores’’, disse

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