ACM diz sim a valor máximo, mas prega aumento do mínimo
Agência Folha
De Brasília
O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), afirmou ontem que vai concordar com a fixação do teto salarial de R$ 12.720 para o setor público federal, para não ficar contra os presidentes dos outros Poderes (Executivo e Judiciário). Continuo com o princípio de que o governo deve melhorar o salário mínimo. É por isso que vou lutar. Agora, é óbvio que não vou atrapalhar a ação dos outros Poderes. Todos querem o teto. Não vou ficar sozinho contra os outros, disse ACM.
Ele afirmou que está disposto a assinar projeto de lei fixando o teto federal em R$ 12.720, mas com restrições. Segundo ele, ainda não há acordo entre os presidentes dos três Poderes além dele, Fernando Henrique Cardoso e Carlos Velloso, do Supremo Tribunal Federal. ACM afirmou que o assunto está em maturação.
Além de aumentar os salários dos ministros do STF e dos salários dos magistrados, em cascata, o teto também vai abrir brecha para que os parlamentares aprovem projeto de lei aumentando seus próprios salários, que atualmente é de R$ 8.000 (brutos).
O porta-voz da Presidência, Georges LamaziSre, afirmou ontem que o governo estuda desvincular o salário mínimo dos benefícios pagos pela previdência com criação do salário-referência. O mecanismo serviria como base para o reajuste das pensões e benefícios previdenciário e permitiria conceder aumentos ao salário mínimo sem causar problemas maiores para o equilíbrio da Previdência, disse o porta-voz.





