O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), afirmou ontem que seria ‘‘ilógico’’ dizer que ele e seu partido não apóiam o governo. ‘‘Se eu divergisse (do governo), meu partido não o estaria apoiando – pelo menos uma parte dele. Se o partido está apoiando e tem ministros, e se eu mesmo tenho ministros, eu não poderia estar contra. Isso é ilógico’’, afirmou.
ACM disse que, embora tenha divergido do governo em relação ao aumento do salário mínimo, nunca se sentiu coagido a entregar ao presidente os cargos federais ocupados por apadrinhados seus. FHC fez pronunciamento na véspera cobrando, de forma indireta, que os parlamentares que votaram contra o salário mínimo de R$ 151 se afastem do governo.
O cacique pefelista agiu como se o recado de FHC não fosse para ele, dizendo que apóia o governo, assim como seu partido. ‘‘Só aceita a coação quem gosta de ser coagido’’, respondeu ontem ACM. Ele tem dois ministros no governo: Waldeck Ornélas (Previdência Social) e Rodolpho Tourinho (Minas e Energia), ambos baianos.
ACM insistiu em dizer que sua relação com o presidente está boa e revelou ter recebido telefonema de FHC na quinta-feira, às 20h, depois do pronunciamento presidencial.
O senador pefelista não votou, porque presidiu a sessão em que a medida provisória do salário mínimo foi aprovada, mas insistiu na defesa de um mínimo de R$ 177 e orientou três deputados do PFL baiano a votar contra o governo.

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