ACM diz que não leva a sério ameaça de expulsão do PFL
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terça-feira, 14 de setembro de 2004
Agência Estado 
Brasília - O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) reagiu com desdém ao pedido de expulsão do PFL feito ontem pelo deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS). ''Não estou levando isso a sério'', disse, ao informar que vai esperar o resultado das eleições municipais para definir seu procedimento, já que as urnas vão dizer quem são os perdedores e os ganhadores. Assim que soube do pedido de expulsão, ACM procurou desqualificar o próprio autor da proposta. ''Não conheço bem esse deputado que é novo aqui, mas sei que está mal nas pesquisas'', referindo-se à candidatura de Lorenzoni à Prefeitura de Porto Alegre. E acrescentou: ''Lembro que, um dia, ele me trouxe uma linguiça especial de sua terra''.
O senador negou que tivesse organizado o jantar, na noite de segunda-feira, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sete senadores pefelistas, um dos motivos alegados por Onyx para pedir sua expulsão. ''Eu não convidei ninguém e todos foram conscientes de que estavam indo para um jantar com o presidente da República'', afirmou, ao considerar ''indispensável'' o diálogo entre governo e oposição.
Na tentativa de respaldar os argumentos de ACM, o senador César Borges (PFL-BA) fez questão de exibir cópia do e-mail que recebeu às 9h48m de segunda-feira da Casa Civil formalizando o convite para o jantar. Por intermédio do senador Demóstenes Torres (PFL-GO), o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), mandou dizer que não havia orientado a decisão de Onyx. O mesmo Demóstenes, juntamente com César Borges, iniciou no final da tarde um movimento entre os senadores e deputados do PFL com o objetivo de sustar o pedido de expulsão. ''Ninguém quer isso no partido'', afirmou Borges, com um abaixo-assinado no bolso.


