Ex-senador diz que ação das agências não beneficiarão candidato oficial e nem tirarão economia brasileira do trilho
Camacari - O ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL) disse ontem, em Camaçari (BA), que as agências e bancos internacionais que reduziram a confiança na economia brasileira cometeram uma ‘‘grande bobagem’’.
‘‘As agências e os bancos temem uma eventual vitória de Lula (Luiz Inácio Lula da Silva, o pré-candidato do PT à Presidência). Felizmente, o Lula mudou muito, e para melhor, embora alguns de seus correligionários tenham um ranço que pode atrapalhar a sua campanha’’, disse ACM, após participar da solenidade de lançamento do primeiro carro produzido pela fábrica da Ford em Camaçari (região metropolitana de Salvador).
Ontem, o banco Santander seguiu os exemplos do Morgan Stanley, Merryl Lynch e ABN Amro, ao rebaixar a recomendação para os títulos brasileiros.
‘‘Por mais que se esforcem, as agências internacionais não vão conseguir eleger o candidato oficial’’, disse o ex-presidente do Congresso, referindo-se ao ex-ministro José Serra (PSDB), seu desafeto político.
Em seu discurso de improviso na fábrica da Ford, ACM recomendou que o presidente mundial da Ford, Nick Scheele, deveria levar para os Estados Unidos uma versão diferente das últimas recomendações das agências internacionais em relação à economia brasileira.
‘‘As agências internacionais estão prevendo um novo rumo para a economia brasileira, em caso de vitória da oposição. Nada disso vai acontecer, por dois motivos: os empresários brasileiros já estão vacinados contra previsões desastrosas e o candidato oposicionista mudou para melhor desde 89, quando se candidatou pela primeira vez à Presidência.’’
Para Antonio Carlos Magalhães, o acordo entre o seu partido e o PSDB paulista - o PFL vai apoiar o governador Geraldo Alckmin -, não compromete a decisão da cúpula pefelista, que descartou uma eventual aliança com José Serra.
‘‘O PFL não vai apoiar Serra. No entanto, o partido tem liberdade para fazer alianças regionais, desde que os nossos princípios sejam preservados.’’ Segundo ACM, o acordo entre o PFL e o PSDB de São Paulo beneficia diretamente o senador Romeu Tuma.

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