ACM avalia interinidade
de 8 dias com indiferença
Renata Giraldi
Agência Folha
Após oito dias como interino na presidência da República, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse sexta-feira que ‘‘não achou nada comovente a experiência’’. ‘‘Nada me fez sentir maior ou menor’’, afirmou. ACM (foto) esteve no cargo durante a viagem do presidente Fernando Henrique Cardoso à Europa, na semana passada.
Esta foi a primeira vez que o senador baiano assumiu a presidência da República. Com isso, sepultou a possibilidade de ser o candidato a vice na chapa de Fernando Henrique Cardoso na próxima eleição. A autoridade pública que substituir FHC no período de seis meses antes da eleição fica impedida de disputar outro cargo que não o de presidente da República, com exceção do vice-presidente (no caso, Marco Maciel).
ACM, na sua interinidade, enfrentou prefeitos que tentaram invadir a rampa do Palácio do Planalto e assistiu ao protesto que acabou em pancadaria entre manifestantes e policiais militares. Mas afirmou, por meio de sua assessoria, que era um presidente discreto. Ocupou a mesa redonda, que fica ao lado da mesa usada por FHC, e despachou durante três dias, no Planalto e no Senado.
Mesmo em meio a tumultos, o senador baiano recebeu vários grupos de parlamentares, rainha e princesas da Festa da Bergamota, do interior do Rio Grande do Sul, fez caminhada pela manhã e concedeu três entrevistas coletivas. ‘‘Cumpri com o meu dever’’, disse ACM aos jornalistas. ‘‘Achei uma boa experiência.’

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