ACM admite a consulta mas quer discutir
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terça-feira, 14 de janeiro de 1997
Agência Estado 
Agência EstadoCaciquesO presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães, o senador ACM e Jorge Bornhausen, após almoço na casa do deputado
BRASÍLIA - O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) admitiu ontem a realização de um plebiscito sobre a reeleição do presidente da República, governadores e prefeitos. A iniciativa, segundo ACM, deve ser vista como uma alternativa democrática, se o Congresso não conseguir levar adiante a votação da emenda da reeleição. Nós, no momento, queremos que a reeleição seja votada no Congresso, porque o povo brasileiro, sem dúvida alguma, quer a medida, frisou. ACM argumentou que o fato tem sido demonstrado pelas pesquisas de opinião feitas por vários institutos.
O senador não quis comentar a decisão do presidente Fernando Henrique de seguir o calendário inicial e votar a emenda da reeleição na comissão especial hoje. Ele disse que continua decidido a fortalecer a posição de apoio à reeleição, enquanto aguarda o governo concluir a análise da convenção do PMDB. ACM afirmou que a convenção não ajudou nem atrapalhou sua candidatura à presidência do Senado. Ele considerou normal o apoio dos peeemedebistas ao candidato do partido, senador Iris Rezende (GO), alegando que em nenhum momento esperou por um resultado diferente. É óbvio que nunca contei com a convenção do PMDB, frisou. Conto com a convenção dos partidos que me apóiam.
Para o líder do governo no Senado, Élcio Alvares (ES), o plebiscito seria uma saída, se não houver outra fórmula de chegar ao entendimento. Ele lembrou que sempre foi contra o plebiscito, mas que agora é obrigado a reconhecer que a medida é um risco calculado, mas otimista. O líder defendeu o distancimento de qualquer fórmula impositiva para se chegar a um acordo. Já o presidente do PSDB, senador Teotônio Vilela Filho (AL), disse que tem restrições ao plebiscito, porque entende que o Congresso tem amplos poderes constitucionais para decidir sobre a reeleição. Vilela reconheceu que o plebiscito é uma das vertentes para se chegar a isso, mas exige um tempo exagerado para ser concretizado.


