O presidente da Acesf, Osvaldo Moreira Neto, disse que recebeu reclamações de três famílias na semana retrasada sobre venda forçada de tanatopraxia por servidores do órgão. Ele contou que convocou plantonistas e preparadores de corpos para uma reunião, mas não abriu sindicância interna para apurar o fato nem levou a denúncia ao conhecimento da Polícia ou Ministério Público.
''Os servidores negaram o fato, isso está em ata. Como eles propuseram uma acareação e as famílias não quiseram, não chegamos a abrir sindicância'', alegou.
Moreira explicou que em Londrina a tanatopraxia é oferecida por duas empresas. A técnica consiste em retirar o sangue, o necro-chorume e os líquidos abdominais do cadáver para postergar a decomposição. ''Isso é feito no caso de viagens longas ou quando o sepultamento vai demorar. Nos deslocamentos por avião, há recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para que seja feita a tanatopraxia'', explicou.
O presidente da Acesf disse que desconhecia a investigação do Gaeco sobre o assunto. (F.C.)

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