Ação tenta impugnar candidato do PSL
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terça-feira, 06 de julho de 2004
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
O promotor da 41 Zona Eleitoral de Londrina, Miguel Sogaiar, está analisando um pedido de impugnação do registro da candidatura a prefeito pela coligação PSL/PP, Antonio Belinati (PSL), protocolado no dia primeiro de julho, pelo advogado Sérvio Borges.
Segundo o pedido, Belinati teria se filiado ao PSL enquanto estaria sob os efeitos da cassação do seu último mandato como prefeito, em junho de 2000, pela Câmara de Vereadores. ''Quando ele se filiou não estava gozando dos direitos políticos. Ele estava inelegível com base na cassação do mandato. A inelegibilidade só venceu em dezembro de 2003, e quem é inelegível também não pode se inscrever como filiado a partido político'', justificou Borges. ''Defendo o direito de cidadania das pessoas. Sou um homem direito e quero ver o bem da cidade de Londrina. Não possso permitir que este cidadão volte para a prefeitura'', disse, se referindo às ações civis e criminais que tramitam no Fórum de Londrina em que Belinati é acusado de desvio de dinheiro público.
''A coligação vai aguardar a notificação oficial para se manifestar tão somente no seio do processo judicial'', afirmou o advogado de Belinati, Adolfo Góis. A reportagem tentou entrar em contato com o promotor, mas ele permaneceu em audiência durante toda a tarde de ontem.
O presidente do diretório estadual do PSB, Severino Araújo, afirmou ontem que o pedido de impugnação do registro da coligação PSDB/PSB deverá ser protocolado assim que a Justiça Eleitoral abrir o prazo para impugnação. A coligação firmada entre os diretórios municipais do PSDB e PSB tem como candidatos a prefeito Luiz Carlos Hauly e Éder Pimenta como vice. ''O pedido já está pronto. A decisão de pedir a impugnação já existe desde o dia 2. Ontem (05) comunicamos ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a decisão do partido em impugnar a coligação em Londrina'', relatou. Hauly acredita que não terá problemas com a Justiça Eleitoral. ''Acho que está tudo legal, foi tudo registrado. Tenho impressão que não acontecerá nada diferente'', disse.
O candidato à reeleição, Nedson Micheleti (PT), disse que espera uma solução para o desentendimento entre os diretórios municipal e estadual do PHS, gerado pela decisão de coligação com o PT e a indicação de Edson Kishima (PHS) pelo diretório estadual do partido para compor a chapa como vice. Kishima tem ameaçado renunciar à candidatura caso a coligação não seja de consenso no PHS. ''Ele está correto. Colocou exatamente o que também penso. Como liderança no partido, ele precisa do partido unido, trabalhando nisso. Se der tudo certo, se consolida o nome dele, senão, ele foi muito sincero e disse que abriria mão. Estou no aguardo'', afirmou. Nedson negou que o PT esteja discutindo o nome de Antonio Furlan para substituir Kishima na chapa. ''Não estou discutindo outro nome. O nome do meu vice é Edson Kishima. Só vou pensar outro nome se não houver solução para o impasse que está ocorrendo no PHS.'' Membros do diretório estadual e municipal do PHS se reuniram ontem à noite para debater a questão.


