Curitiba A atitude do governo pegou de surpresa os movimentos sociais que organizavam um ato político para a derrubada das grades. O MST, pivô da colocação das cercas, já avisou que não vai desistir do projeto mais amplo arrancar as grades em volta da Assembléia e TJ. Pelo menos por enquanto, tanto o Poder Legislativo quanto o Judiciário rejeitam a idéia de tirar a proteção. Ambos alegam questões de segurança.
''Não damos o caso por terminado'', disse José Damasceno, da direção do MST no Paraná. Segundo ele, uma comissão foi formada para conversar com o presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), e com o presidente do TJ, desembargador Oto Sponholz. ''Entendemos que a praça é do Estado, e por isso os outros poderes devem seguir o exemplo do Palácio'', disse.
O PCdoB, partido que apoiou Requião na campanha, também não quis bater de frente com o governador. Milton Alves, presidente estadual do partido, disse que não vê problemas na decisão do governo, mas pretende participar de um possível ato político para marcar o desmonte das grades. Fonte da Folha disse, há duas semanas, que o PCdoB estava mobilizando sindicatos para o ato político.
Na tarde de ontem, representantes do Sindicato dos Eletricitários de Curitiba levaram para a frente da Assembléia e do TJ um cartaz pedindo a retirada das grades. (M.D.)

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