Ação questiona preço de lâmpadas nos semáforos de Londrina
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Eli Araujo <br> Reportagem local 
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) é alvo de uma ação popular que trata de superfaturamento na compra de lâmpadas led que foram instaladas nos semáforos em vários pontos da cidade este ano. As lâmpadas led, de tecnologia chinesa, são mais fortes que as tradicionais e consomem menos energia.
A denúncia foi encaminhada ontem ao cartório distribuidor do Fórum de Londrina pelo advogado Ronaldo Gomes Neves e encaminhada à Vara da Fazenda Pública. A ação popular é de autoria do comerciante Anderson Rocha. Segundo dados apresentados na ação, o município teria sido lesado em exatos R$ 503.236,00. Além da CMTU e da Prefeitura de Londrina, a ação é movida contra o presidente da companhia André Nadai e os diretores Cristiane Hasegawa e Wilson Santos de Jesus.
O pregão para a compra das lâmpadas aconteceu em dezembro do ano passado. Cinco empresas se inscreveram, mas apenas duas compareceram na hora do pregão. A empresa vencedora foi a Soliton Eletrônica Ltda, com sede em São Paulo, ficando em segundo lugar a empresa Fokus, que teria apresentado um preço bem maior.
Segundo a ação, a compra e instalação de cada lâmpada led nos semáforos de Londrina custou R$ 349,70, para a compra de 3.880 unidades, o que totalizou R$ 1.356.836,00. O limite estabelecido para a compra em edital era de R$ 1.359.700,00.
O advogado Ronaldo Neves diz que o que mais chama a atenção é que, na mesma época, outras prefeituras compraram as mesmas lâmpadas em quantidades bem inferiores e por um preço bem abaixo do praticado em Londrina. Um exemplo é da cidade de Sertanópolis, que comprou 84 lâmpadas led ao preço unitário de R$ 220,00. A diferença é de R$ 129,70 por unidade. Com essa diferença, o prejuízo ao município chegaria aos R$ 503 mil.
O advogado estranha ainda o fato de não haver uma diferença de preço em relação à quantidade de lâmpadas compradas pela CMTU. ''Ora, se você compra 84 lâmpadas e paga R$ 220,00 a unidade, porque você vai comprar 3.880 e pagar R$ 349,00 (a unidade)?'', pergunta e responde: ''Isso é uma coisa absurda''. Neves pede na ação popular que o valor supostamente pago a mais pelo município seja devolvido aos cofres públicos.


