Ação do público salva Chirac
Paris - Pessoas que estavam perto do Arco do Triunfo contaram como foi a ação de Maxime Brunerie. Mohamed Chelali, 50 anos, turista franco-canadense, contou à polícia: ''Quando Chirac passava no carro oficial, senti uma movimentação ao meu lado direito. Foi então que vi, a dois ou três metros de mim, um homem que apontava para o presidente. Uma pessoa que estava próxima deu um golpe na mão do atirador, enquanto eu agarrava uma parte da arma, da qual caiu uma peça metálica. Um terceiro homem agarrou a arma pela parte superior. O jovem se recusava a soltar a arma, e não falava. As pessoas gritavam pela polícia. Foi então que alguns agentes chegaram.''
Estudante e motorista, Maxime Brunerie é conhecido pela polícia desde 1997 por ter participado em manifestações do movimento neonazista, organizadas pelo Partido Nacionalista Francês e Europeu. Mas em seu bairro, Courcouronnes (nos arredores de Paris), Brunerie foi descrito como um jovem tranquilo, ''qualquer coisa menos um skinhead''. ''É discreto, não criava nenhum problema. Eu não achava que ele fosse capaz de fazer algo assim. Parecia ser um jovem comum, de jeans e de tênis, que cumprimentava as pessoas'', conta Jacqueline, vizinha de Maxime.





