Ação de Lula não evita criação da CPI da Petrobras
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sábado, 16 de maio de 2009
Folhapress 
Brasília - O governo não conseguiu evitar a criação da CPI da Petrobras. Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que trabalharam nos gabinetes até a meia-noite de anteontem, falharam ao tentar convencer senadores a retirarem assinaturas de dois requerimentos. Lula acusou o PSDB de agir de modo ''irresponsável'' e ''pouco patriota'' ao insistir na CPI.
Dois requerimentos criando comissões para investigar a Petrobras foram lidos anteontem pela manhã no plenário do Senado. Um dos pedidos é do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e outro, de Romeu Tuma (PTB-SP). Das 32 assinaturas recolhidas pelo tucano (são necessárias 27), 7 eram de governistas. O governo corria anteontem contra o tempo para que, até a meia-noite, seis senadores retirassem os nomes de cada pedido.
Dias pede investigação nas obras da refinaria Abreu e Lima (PE), na manobra contábil feita pela empresa para pagar menos impostos e nos patrocínios da estatal em prefeituras nas festas juninas. O requerimento de Tuma propunha apurar fraudes em licitações, alvo de investigação da Polícia Federal na Operação Águas Profundas.
A ordem de Lula foi não deixar nenhuma CPI funcionar para evitar prejuízos nos investimentos da Petrobras, considerados essenciais para a recuperação da economia. Com a desistência dos senadores Augusto Botelho (PT-RR), Cesar Borges (PR-BA), Almeida Lima (PMDB-SE), Adelmir Santana (DEM-DF), Cristovam Buarque (PDT-DF), Expedito Junior (PR-RO), Garibaldi Alves (PMDB-RN) e Maria do Carmo (DEM-SE), o governo só conseguiu barrar a investigação proposta por Tuma. Como Cristovam e Santana tinham colocado o nome nos dois pedidos, o requerimento dos tucanos ficou com 30 assinaturas, e os líderes terão que indicar senadores para a CPI.


