O governo do presidente Fernando Henrique Cardoso deve continuar adotando, num possível segundo mandato, ações emergenciais para combater os efeitos da seca no Nordeste. Segundo o caderno com o balanço do governo sobre a região, ‘‘embora fundamentais, as ações estruturais e permanentes desenvolvidas pelo governo para combater as causas dos crônicos problemas nordestinos só terão resultado a médio e longo prazos’’. Por esse motivo, segundo o relatório, ‘‘continuam indispensáveis as ações emergenciais, como a distribuição de cestas básicas e a abertura de frentes produtivas’’.
O governo passou a tratar a seca do Nordeste com prioridade nos últimos dois meses, quando parte da região decretou estado de calamidade pública. A opinião pública considerou que o governo demorou a agir em relação ao problema e, em consequência, a candidatura Fenando Henrique caiu nas pesquisas de intenção de voto. A coordenação de campanha, então, decidiu dedicar um dos cadernos para discussão do programa de governo exclusivamente para abordar o assunto.
Os efeitos da seca atingem hoje 1.238 municípios, em nove Estados do Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e dois do Sudeste (Espírito Santo e a região norte de Minas Gerais). No Nordeste, cerca de 26 milhões de pessoas têm sido afetadas diretamente pelos efeitos da seca, o que equivale a praticamente metade de toda a população da região.
Conforme o documento do governo, já foi autorizada a distribuição de 1,38 milhão de cestas básicas por intermédio da Sudene e do Programa Comunidade Solidária.Arquivo FolhaFernando Henrique, que esteve recentemente na região, promete continuar programas no NordesteAgência Estado

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