O juiz substituto da 3ª Vara Federal de Maringá, Alexei Alves Ribeiro, recebeu, na semana passada, o recurso de apelação da sentença contra o deputado federal Ricardo Barros (PPB), que automaticamente suspende a decisão inicial. Barros foi condenado no início de junho à suspensão dos direitos políticos por seis anos, depois de comprovada a contratação irregular de uma assessora. O parlamentar foi condenado também a ressarcir os cofres públicos com o valor dos vencimentos pagos à funcionária.
O Ministério Público Federal (MPF), que denunciou o deputado, já apelou do recurso. Segundo o advogado Luis Carlos Manzato, que faz a defesa de Barros no caso, agora a decisão cabe apenas ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª região, em Porto Alegre. Ele lembra que normalmente uma decisão do TRF não sai com menos de três a quatro anos. ‘‘Agora só resta esperar’’, disse à Folha.
O deputado é acusado pela ‘‘nomeação fictícia’’ da ex-assessora Rosimeire Botus Porpiglio. Ela trabalhou como funcionária do gabinete do parlamentar de fevereiro de 1995 a janeiro de 1997. O salário variou de R$ 500 a R$ 750 ao mês. A denúncia partiu do marido de Rosimeire, Paulo Roberto Porpiglio, que também trabalhava com Barros. Ele alegou que, apesar de ser contratada, Rosimeire nunca foi a Brasília.
Na denúncia, Porpiglio afirmou ainda que o cargo para a mulher foi um acerto para Barros pagar ‘‘dívidas de campanha’’. O deputado alega que não existe irregularidade na contratação de Rosimeire. Segundo Barros, Porpiglio foi contratado como secretário parlamentar até assumir o cargo de chefe da Ciretran de Maringá, de onde saiu acusado de irregularidades em 1996. Isso também provocou a demissão de Rosimeire.

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