Curitiba - A ação penal que apura irregularidades na Imprensa Oficial já está tramitando na 6 Vara Criminal de Curitiba. Os fatos aconteceram entre 1996 e 1999, durante gestão de Ênio Malheiros, que morreu em julho deste ano. Onze pessoas integram a lista dos envolvidos, entre funcionários, familiares e fornecedores.
O primeiro fato narrado nos autos se refere à venda irregular de chapas off-set e fotolitos para terceiros. Outro caso é de superfaturamento de uma obra para construção de salas no setor de manutenção e transportes, que custaria cerca de R$ 29 mil no mercado, mas foi contratada por licitação pelo valor de R$ 80,5 mil.
O marido de uma funcionária da Imprensa Oficial recebia valores entre R$ 300 e R$ 680, durante meses seguidos, sem ser funcionário da instituição. Nos autos, estão anexados recibos por prestação de serviços no setor de montagem de fotolito. A funcionária e o marido foram ouvidos pelo Ministério Público, em novembro de 2001, e disseram que os recibos serviam para justificar o pagamento de um estagiário, que não podia ser contratado formalmente. Os cheques administrativos, que seriam para o pagamento da suposta prestação de serviços, eram depositados na conta do Departamento de Imprensa Oficial do Estado (DIOE), para que o estagiário fosse pago em dinheiro.
O Ministério Público se baseou numa sindicância do próprio Estado para investigar.

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