Abstenção recorde no pleito francês
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segunda-feira, 10 de junho de 2002
Catalina Guerrero<br>Agência EFE 
Paris - Cerca de 15 dos 41 milhões de franceses convocados às urnas não foram votar no primeiro turno das eleições legislativas, uma abstenção recorde que ofusca o impulso democrático surgido no final de abril. Ontem, os analistas se perguntavam onde está a força cidadã que na última semana de abril e na primeira de maio foi às ruas para enfrentar a ascensão da ultradireita nas eleições presidenciais e onde estavam no domingo os franceses que com seu voto renovaram em 5 de maio o mandato do neogaullista Jacques Chirac como chefe de Estado para impedir a chegada do ultradireitista Jean-Marie Le Pen ao Palácio Eliseu.
Apenas sete semanas depois desse impulso cidadão em defesa dos valores republicanos, 35,58 por cento dos eleitores foram pescar, como dizem sobre os abstencionistas na França.
Como as férias escolares e os feriados de fim de semana, como aconteceu em 21 de abril e em 5 de maio, não podemos explicar este fenômeno, se analisarmos os seguintes fatores: o desgaste dos cidadãos pela mobilização em massa contra a extrema direita, a overdose de democracia que representa ir votar três vezes em sete semanas e os últimos acontecimentos esportivos.
Votar dura cinco minutos e (o resultado) é para cinco anos, disse o ex-ministro de Economia e Finanças Laurent Fabius sobre os 14,5 milhões de eleitores que não votaram no primeiro turno das eleições legislativas.
Os eleitores votaram pouco, mas o fizeram com clareza e deram uma ampla maioria à direita do presidente Jacques Chirac.


