Abstenção no PR chegou a 15,53%, mas foi menor que 98
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terça-feira, 03 de outubro de 2000
Patrícia Zanin De Londrina 
A abstenção registrada nestas eleições no Paraná ficou abaixo da média das eleições de 98 e 96. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 1.009.904 paranaenses deixaram de votar no domingo, o equivalente a 15,53% do total de 6,5 milhões de eleitores do Estado. Em 98, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a ausência chegou a 20%. Em 96, 18% dos paranaenses não foram às urnas.
O TRE não tem um levantamento atualizado sobre os votos brancos e nulos para possibilitar um comparativo. Mas em Curitiba, por exemplo, eles não chegaram a ser tão significativos. Houve 35.497 votos nulos, o equivalente a 3,83% do total, contra 29.770 votos brancos 3,21% em relação à eleição majoritária.
Já na proporcional (para vereadores), os votos em branco quase dobraram, representando 55.935 (6,03%). Os nulos foram 20.800 (2,24%). Em relação à média paranaense de abstenção, Curitiba ficou acima dos 15,53% do Estado, registrando 16,48%. Isso representou 182.929 eleitores fora das urnas, do total de 1.110.189 dos votantes.
Em Londrina, houve 14,96% de abstenção, o que representou 44.772 pessoas fora das urnas, do total de 299.309 eleitores. Os votos nulos foram 10.495 e os em branco 6.471. Em todo o País, a abstenção chegou a 14,98%, o que representou 16,2 milhões de eleitores que não participaram do pleito de domingo.
Na opinião do professor de Filosofia Política do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Emmanuel Appel, a redução das abstenções no Estado pode demonstrar, numa avaliação inicial, maior participação da comunidade. Num primeiro momento, deve ser saudada, avaliou.
Na opinião dele, a população começa a descobrir que o voto é arma indispensável que pode mudar a vida das pessoas. Appel, que também é presidente da Associação dos Professores da UFPR, está otimista ainda em relação à reação do eleitorado nos três maiores colégios do Paraná (Curitiba, Londrina e Maringá), onde o PT vai disputar o segundo turno.
Para Appel, aos poucos o curitibano, que é tradicionalmente conservador, começa a reagir. É saudável esse debate no segundo turno da avaliação das diferenças entre luzes e sombras, analisou o professor.


